Tropical Forasteiro
Da terra de onde vim, fui criado e nasci, Inverno não havia ou ao menos não como aqui. Oriundo de uma cidade quente como poucas, Hoje vejo muita neve e ruas completamente brancas.
As árvores vazias, sem folhas e sem flores, E dentro das casas aquecidas reencontramos as cores.
Para a surpresa de muitos neve não é sinônimo de frio, Há dias que sem ela apenas a brisa gélida nos causa profundo arrepio.
Os telhados e os carros cobertos em cor alva Geram um clima de preguiça, mas com uma ressalva: A vida continua e na rotina se dá sequência, Pois, os moradores daqui se habituaram a essa vivência. Por fim o que me resta como um tropical forasteiro, É recordar com carinho da terra natal onde o verão durava o ano inteiro.