Ciclo da Ausência

Segunda, vazio que pesa no peito, A casa se torna um eco desfeito.

Terça, levanto com dor que resiste, A saudade é sombra que insiste.

Quarta, o coração aperta e murmura, Falta do riso, da vossa ternura.

Quinta, a mente inquieta almeja uma pista, Estarão seguros na estrada dessa vida?

Sexta, conto as horas com o peito a pulsar, O encontro se aproxima, já estou a esperar.

Sábado, ansiedade que não sei conter, O vazio sussurra, mas o dia logo irá nascer.

Domingo, abraços que curam a alma, A felicidade reina, o tempo é calma.

No dia seguinte, a dor retorna ao lar, Da falta constante até vos reencontrar.