Águas Glaucas
I.
Quando o luto me vestiu de cinzas e o chão sumiu de sob meus pés eu não sabia que as dores vividas seriam levadas feito maré
Notaste minha alegria cambaleante ferida aberta a sangrar sem perdão e com paciência de rio constante tomaste-me pela mão indicando direção
Ao teu lado, fui exortado a confiar mesmo no trivial, no pequeno detalhe pois o Senhor não se furta de escutar por nós não há quem melhor trabalhe
Deus, que pintou as águas salgadas e me nomeou com a cor do oceano fez de mim, de alcunha azulada teu companheiro, tardio porto humano
II.
Eu, glaucio, translúcido e profundo trazido para acalmar tua correnteza passei a fazer parte do seu mundo e juntos nos livramos da tristeza
Amo tua fé que jamais se abala a doçura que corrige com brandura a força que nos une e que amalgama a beleza combinada à ternura
Admiro-te, mulher temente e virtuosa ensinou-me a amar, curou meu coração quero nadar contigo nestas muitas águas ser teu lar, edificando a nossa união
Não há um segredo que o poema revela há verdade evidente como o sol sobre o mar mais que paixão, me decidi pela entrega e hoje, posso declarar, sem errar que sou feliz por te amar.