Travessia
Conduzindo rua adentro em uma tarde ensolarada Percebi a minha frente luzes vermelhas de freio. Parando vagarosamente vi uma fila ordenada De patos-reais que eram a razão desse bloqueio.
De pescoços arqueados em cor verde-azulada, Penugem em tons de cinza que brilhavam a luz do dia, Cada passo completado com suas patas alaranjadas Fazia com que as penas de seus rabos sacudiam.
Em bando, para casa retornam as aves majestosas Na direção do lago, após o seu passeio cumprir. Sob o olhar de curiosos e de pessoas furiosas Com seu andar engraçado faziam-nos sorrir.
Seus bicos amarelados miravam a calçada, A desfilar na travessia que os carros formaram. Enfim, despediram-se de todos que os observavam Após a lição de paciência aos que suas vidas pouparam.