Com Amor, Roedor
Pequenos roedores parecem inofensivos. Se pouco os vês, não os acha tão nocivos. Quando ainda não sabemos sobre os perigos, Igualmente não reconhecemos seus riscos.
Até que o guinchar se torna mais conhecido, Quando saem da toca cada vez mais exibidos. De pequenos viram monstros a serem temidos. Camundongo então me fita com olhar arrependido Para se explicar, mas estou de cenhos franzidos.
Por mais que se esforce para sentir-me condoído, O asco que tenho dele já está mais que incutido. Consequentemente, nos despedimos ressentidos E poupo sua vida, pois tenho coração amolecido. Ciente de que noutra ocasião, diferente terá sido.